O bode da vez

Quando o time apresenta um desempenho fraco, a dispensa do gerente constitui um ritual de bode expiatório. “É um ato conveniente; reduz a ansiedade, que os participantes da cerimônia encaram como uma maneira para melhorar o desempenho, muito embora (como alguns dos próprios participantes podem admitir em momentos de menos estresse) melhorias efetivas possam surgir somente com decisões organizacionais de longo prazo”…

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Mais um que se vai… (Foto: Jamira Furlani/Avaí F.C.)

O trecho acima foi retirado do livro Organizações: estruturas, processos e resultados, de Richard Hall (1984). O texto é sobre times de beisebol, mas tem a ver com o momento atual do Avaí. O gerente (manager), no nosso caso, é o treinador. Ainda nem terminamos maio, e o Avaí já demitiu três técnicos: Emerson Nunes (ok, não foi demitido, mas rebaixado de cargo), Paulo Turra e, agora, Pingo. A “nova” gestão azurra pratica de maneira ainda mais voraz o rodízio de treinadores característico da “antiga” gestão. Se a média de João Nilson Zunino era de três treinadores por ano, seu sucessor Nilton Machado já vai para o quarto em pouco menos de cinco meses. Impressionante.

O último trabalho de longo prazo foi o de Silas, que ficou no Avaí de março de 2008 até o final de novembro de 2009. Desde então, foram nada menos que 15 trocas de treinador*, o que dá uma média de três meses e meio  de trabalho para cada um. Há um discurso de planejamento, apresentações bonitas no PowerPoint, mas, na prática,  o que vemos é um clube que atira para qualquer lado e, pior, não sabe o que quer. Se soubesse, não teria tantas mudanças numa função importantíssima.

O técnico vira, como diz o parágrafo extraído do livro, o bode expiatório para os efeitos da má administração do clube. Como não há projeto de longo prazo, a troca de treinador traz alívio imediato e renova a esperança em um futuro melhor na competição em curso, por mais que todo o resto continue o mesmo (os mesmos jogadores, os mesmos dirigentes, os mesmos vícios, os mesmos conflitos etc.). O treinador-esperança de hoje será o demitido de logo demais, dando lugar a outro, que reiniciará o ciclo. E continuaremos assim, ad aeternum, errando pelos campeonatos e, quem sabe, depois de dezenas de mudanças, o acaso nos mande um Silas ou um Hémerson Maria. Haja oração para Nossa Senhora da Ressacada!

Pois bem, o bode expiatório da vez foi Pingo, que deixa o Avaí com um aproveitamento nada ruim de 59% dos pontos – não considerei a derrota em Chapecó na última rodada do hexagonal, quando levou um time de JUVENIS para o jogo só pra cumprir tabela. Em 17 partidas, foram nove vitórias, três empates e cinco derrotas. Amigos da Conselharia argumentaram, quando falei dos números, que quase metade desses jogos (oito) foram no hexagonal. Bom, jogando com praticamente o mesmo elenco, Emerson Nunes e Paulo Turra tiveram apenas 23% de aproveitamento na primeira fase do estadual (e de apenas 17% se considerarmos somente os jogos contra os times que foram pro hexagonal, tu vês…). Pingo ainda teve que encarar Copa do Brasil (três jogos) e Série B (seis) e melhorou muito o desempenho da equipe. Chegou a ficar oito partidas sem perder (seis vitórias e dois empates).

Não estou dizendo com isso que Pingo foi brilhante na Ressacada. O Avaí não foi tão bem organizado como o Brusque dirigido por ele no estadual. Assisti três jogos do Brusque pelo Catarinense, todos fora de casa e contra times grandes (Avaí, Criciúma e Chapecoense) e gostei de todos. Equipe bem organizada, com bom toque de bola, jogadas pelo meio (percebam que 88,37% dos treinadores brasileiros ainda acham que futebol resume-se em lateral ir ao fundo e cruzar para a área e outros 9,72% acham que nem precisa ir ao fundo – pode cruzar da intermediária mesmo) e tudo isso tendo jogadores como Clayton, Neris e Ricardo Lobo como destaques do time.

Não era um time só legal de assistir, mas era também efetivo. Acabou somando o dobro de pontos do Avaí na primeira fase do estadual (14 a 7), apenas um ponto a menos que Joinville, Figueirense e Chapecoense e dois a menos que o Criciúma, sendo que enfrentou apenas um grande (o Joinville) em casa. Vale lembrar que, em 2013, Pingo já havia levado o Juventus a jogar bem e fazer 13 pontos em nove jogos no primeiro turno, um ponto a mais que o Avaí de Sérgio Soares.

É fato que ele não conseguiu repetir no Avaí a mesma organização, apesar de ter, numa comparação com Brusque e Juventus, qualidade técnica superior no elenco. Algumas tentativas, como o 4-2-3-1 contra o Ceará, acabaram gerando um esquema que achei bem confuso. Em outros jogos, o chuveirinho virou nossa única tática. Ainda assim, pensemos. Fomos sacos-de-pancada no estadual: oito derrotas nos primeiros 11 jogos, não esqueçam. Nossos reforços para a Série B foram Abuda, Egon, Neris, Jean, Anderson Lopes, um japonês que ninguém nem viu ainda e o goleiro do Ituano, o único que nos fez soltar foguetes. O que cobrar de um treinador com esse elenco? Com a estrutura que dispõe? Campanha para brigar pelo acesso? Talvez esteja faltando realismo de nossa parte ou entender que não está na casamata o maior problema do clube.

Discordo, portanto, da demissão do treinador com apenas dois meses de trabalho. Achei prematuro. Tinha falhas? Tinha. Mas houve muita evolução em relação ao início do ano. Questiono o que alguém que vai chegar agora pode fazer de muito diferente e, principalmente, QUEM vai chegar. Sabemos que o clube herdou um legado inestimável está na pindaíba e que nenhum José Mourinho vai desembarcar no aeroporto Hercílio Luz. Fala-se em Gilmar dal Pozzo, que, particularmente, acho que seria a melhor opção no momento (é, em tese, mais treinador que Pingo). Tomara que venha, porque, se não for ele, temo pelas outras alternativas (Argel, por exemplo, está desmpregado…).

*os treinadores depois de Silas: Péricles Chamusca, Antônio Lopes, Vágner Benazzi, de novo Silas, Alexandre Gallo, Toninho Cecílio, Mauro Ovelha, Hémerson Maria, Argel Fucks, Sérgio Soares, Ricardinho, de novo Hémerson Maria, Émerson Nunes, Paulo Turra e Pingo. Tudo isso em quatro anos e meio.

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A identidade visual do Avaí em campo

Identidade visual no futebol é, a grosso modo, reconhecer uma equipe apenas olhando o jogo, sem recorrer ao placar ou perguntar ao amigo do lado que time está jogando. Se eu falar pra vocês que está acontecendo um clássico entre um time com camisa listrada preta e branca, calções pretos e meias cinzas contra um time com camisa rubro-negra, calções brancos e meias listradas em vermelho e preto, a grande maioria vai saber que Botafogo e Flamengo estão jogando.

O Avaí possui um uniforme relativamente raro no Brasil (talvez só o CSA de Alagoas possua uma camisa idêntica). Entre os 40 maiores times do Brasil das séries A e B, é o único. Como que não exploramos isso?

Faço uma pergunta: alguém sabe me dizer com qual o uniforme o Avaí jogará em casa no próximo jogo? Digo “em casa” pois a regra do jogo garante esse direito. O time de casa sempre escolhe o uniforme que quer jogar. Qual o motivo de não jogarmos sempre com o uniforme 1?

O nosso estatuto atual diz apenas que devemos jogar com uniforme azul-celeste e branco. Em nenhum momento diz a forma da camisa, cor dos calções e meias. Diz o artigo 92 do estatuto: “Os uniformes poderão ser compostos das mais variadas formas, desde que neles constem, sempre, as cores azul celeste e branco, prevalecendo, indiferentemente uma sobre a outra e em qualquer disposição”.

Como não há padrão definido, qualquer peça azul e branca vira "uniforme 1" do Avaí. E o estatuto diz que deveria ser azul-celeste, como o Uruguai ou a Argentina... (Fotos: Manto Avaiano)

Como não há padrão definido, qualquer peça azul e branca vira “uniforme 1″ do Avaí. E o estatuto diz que deveria ser azul-celeste (como o Uruguai ou a Argentina…) (Fotos: Manto Avaiano)

Apenas para se ter como exemplo, o São Paulo Futebol Clube, um dos maiores clubes do mundo (tricampeão mundial e da Libertadores), define até os centímetros de distância entre suas faixas no peito. Isso se chama cuidado com a marca do clube.

Avaí em 1924, de camisa listrada

Avaí em 1924: de camisa listrada

No nosso novo estatuto fiz uma sugestão à comissão . Nela consta a obrigatoriedade de o Avaí jogar em casa com o uniforme 1. Camisa listrada (com no mínimo 5 listras), calções azuis e meias brancas. O uniforme listrado foi o usado pelo clube logo nos seus primeiros anos, como mostra a foto ao lado, e, apesar de não haver uma definição formal quanto a isso, ainda tem o status de “uniforme 1″ do Avaí.

Abaixo listei 10 jogos decisivos em casa (as partidas que ficam marcadas) apenas dos anos 1980 pra cá, para se ter uma noção do pouco cuidado que o Avaí tem com sua marca e identidade visual:

- Título estadual de 1988: camisa toda azul, calções brancos e meias brancas;

- Título estadual da segundona de 1994: camisa toda azul, calções azuis e meias azuis;

- Título estadual de 1997: camisa listrada, calções azuis e meias brancas;
- Jogo do acesso à série B em 1998: camisa listrada, calções azuis e meias azuis;

Parece o Cruzeiro, mas é o Avaí

É o Avaí, mas parece o Cruzeiro

- Primeiro jogo da final de 1999: camisa toda azul, calções azuis e meias azuis;
- Jogo do acesso à séria A em 2008: camisa listrada, calções brancos e meias azuis;
- Título estadual de 2009: camisa listrada, calções brancos e meias brancas;
- Título estadual de 2010: camisa listrada, calções brancos e meias brancas;
- Semi da copa do Brasil de 2011: camisa branca, calções brancos e meias brancas;
- Primeiro jogo da final de 2012: camisa listrada, calções brancos e meias brancas.

Como se pode ver, não existe nenhum cuidado com o uniforme do Avaí. Isso é papel do marketing do clube: cuidar da identidade visual e da marca Avaí. Pode acontecer, claro, de o adversário não trazer seu uniforme 2. Nesses casos, sem problemas. Mas deve-se, antes do jogo, emitir uma nota oficial explicando o motivo de não jogar em casa com o uniforme 1. E digo mais: o adversário vir com o uniforme errado também tem um pouco de culpa do Avaí. Se o Leão jogasse sempre em casa com a camisa 1, o adversário saberia. Ou alguém acha que algum time rubro-negro vai de camisa rubro-negra enfrentar o Flamengo no Maracanã?

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No jogo em que fomos para a Série A, usamos a estranha combinação de calção branco com meião azul. O adversário, o Brasiliense, jogava todo de amarelo (Foto: Antônio Mafalda/Mafalda Press)

Comissão técnica, gerente de futebol, jogador, ninguém deveria ter poder para escolher o uniforme ao seu bel prazer. A influência da comissão técnica na escolha do uniforme, se existe, é algo absurdo. Qual a influência do uniforme no campo técnico? Alguns vão dizer que de branco à noite é melhor, o time fica “maior”. Grande besteira. Se fosse assim não perderíamos para o Vasco, que veio todo de preto em 2011. A comissão técnica precisa saber que está vindo para um clube que possui regras e que precisam ser cumpridas. O Avaí já deixou a comissão técnica mandar em tudo, e numa dessas vezes o técnico mandou diminuir as dimensões do gramado da Ressacada. Patético.

A solução está aí, simples e sem nenhum custo. Em casa, sempre uniforme 1. Pode vir o time do Papa jogar contra o Avaí, eles que mudem de camisa. É a regra e o Avaí é o maior time do mundo.

Felipe Borges, formado em administração com ênfase em marketing. Pós-graduado em gestão empresarial

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O que esperar?

Finalmente acabou a vexatória campanha avaiana no Chevettão 2014. Já não era hora. A colocação final, sexto lugar, foi a pior desde 2006. O aproveitamento de pontos, de 42,1%, é o pior desde 2004. Foram apenas sete vitórias em 19 jogos, das quais seis obtidas contra os três piores colocados do hexagonal (Brusque, Juventus e Atlético de Ibirama). A primeira promessa de campanha da gestão atual – “priorizar a conquista do estadual” – já falhou.

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Tu não sabias – nem eu -, mas esse é o Toshi

O desempenho pífio aliado aos reforços no estilo “quem?” que vieram sugerem que a nossa Série B vai ser daquelas. As novas contratações – Abuda (volante, ex-Goiás), Néris (zagueiro, ex-Brusque), Jean (atacante, ex-São José-RS), Mazinho (meia, ex-Brusque) e o japonês Toshi (atacante, ex-Friburguense-RJ) – não empolgam ninguém. O retorno do velho conhecido Eltinho (ex-Coritiba), que já estreou contra o(a?) Naviraiense na Copa do Brasil, até que dá uma esperança de termos um lateral-esquerdo decente.

Tem também as voltas de jogadores que estavam emprestados, como  o zagueiro Egon (Ypiranga-PE) e o atacante Anderson Lopes (Marcílio Dias), ainda insuficientes para elevar as expectativas do torcedor. Outros jogadores podem chegar. O goleiro Vágner, agora pretendido por todo mundo depois de ser campeão paulista pelo Ituano, seria um deles. Será?

O que fica claro é a opção da diretoria em não gastar muito para a Série B, já que o legado dos últimos anos para os cofres azurras não foi nada positivo. Embora dificulte o cumprimento de outra promessa – “priorizar o acesso à Série A” -, diria que prefiro isso a mais uma gestão que cometa loucuras. De minha parte, sempre admiti a possibilidade de sacrificar 2014 se isso significar um futuro menos tumultuado no ano que vem ou, vá lá, no ano olímpico.

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Jean Silva chega do São José (RS) querendo avoar alto no Leão (Foto: Luiz Costa/Gazeta Press)

Bom, o elenco do estadual com mais aqueles enxertos ali e mais um ou outro que ainda podem chegar é o que teremos. Depois de anos sendo ignorada, talvez a categoria de base surja agora como salvação para a pindaíba. Portanto, torcida, um pouco de paciência com os guris será necessário.

E então, devemos nos desesperar? Acho que não é para tanto. Apesar de a campanha do estadual ter sido bem ruim, considero o time do Catarinense deste ano tecnicamente superior ao do estadual do ano passado, quando o Avaí foi semifinalista. A campanha pífia de 2014 pode ter várias explicações, mas a qualidade ruim do time, me parece, não é uma delas. Com um pouco mais de organização e vontade, teríamos condições de chegar ao quadrangular e disputar de igual com os outros, já que era tiro curto. Também não vejo o Leão como um dos times mais fracos da Série B.

Por outro lado, é quase impossível imaginar o Avaí entre os mais fortes da competição nacional. Se no 11 inicial há alguns problemas, mas ainda assim dá pra encarar, quando olhamos as opções do elenco, vemos que não temos gente de qualidade em número suficiente para um campeonato de 38 rodadas com viagens Brasil afora, lesões, cartões, suspensões e outros “ões” que possamos imaginar. O único dos reservas que deixou uma impressão positiva foi Héber. No mais, nada demais.

Se foi assim contra o Marcílio, imagina contra o Vasco. Faltam principalmente dois zagueiros, dois meias mais rápidos que M10 e CS88 (pra jogar com eles ou pra ser opção) e um centroavante de ofício – difícil mudar o esquema ofensivo com jogadores de características semelhantes (mais movimentação e velocidade que presença de área) como Roberto, Héber e Paulo Sérgio.

Dito isso tudo, minha expectativa é de que o Avaí fique em colocação intermediária pra baixo. Tipo assim, do oitavo ao 13o. lugar. Se for bastante dedicado e com um pouco de sorte, quem sabe dê pra brigar pelo acesso, ficando ali no bolo até as rodadas finais. Se bobear, porém,… Bom, deixa pra lá. Adoro o nosso título da Série C, mas não pretendo brigar pelo bi em 2015.

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Bom (ou não) e barato

Passado o período de forte turbulência do começo do ano, o Avaí tem uma semana cheia para trabalhar e o Departamento de Futebol, juntamente com o técnico Pingo, começa a pensar os reforços para a Série B e Copa do Brasil. Por enquanto, negociações tímidas e mantendo a coerência com a proposta orçamentária do clube.

Jean Silva. Mesmo mineiro, realizou o sonho de todo gaúcho: saiu do RS para morar em Floripa. (Foto: Luiz Costa / Gazeta Press)

Jean Silva. Mesmo mineiro, realizou o sonho de todo gaúcho: saiu do RS para morar em Floripa. (Foto: Luiz Costa / Gazeta Press)

O primeiro atleta confirmado é o atacante Jean Silva, que disputou o último Gauchão pelo São José e marcou três gols na competição. Jean tem um dos melhores DVDs do youtube e espero que o Avaí tenha colhido mais referências do que isso. É um atacante de lado de campo, arisco e veloz, quase um meia-atacante. Pelas imagens, em certos momentos lembra o Muriqui (Lembra! não estou dizendo que joga como Muriqui). Tem 24 anos e passou também por Araçatuba/SP, Universidade/RS, Pelotas/RS, Aimoré/RS e Lajeadense/RS. É rodado pelo interior gaúcho, uma espécie de Leandrinho dos Pampas.

Na proposta de jogo atual do Pingo, já chega para ser reserva. E aí fica a minha crítica: a dez dias do início da Série B, acredito que as contratações devem ser cirúrgicas, em posições realmente carentes do elenco e que cheguem para jogar. Esperava um centroavante nesse momento, um cara de área que participasse das tabelas com os meias e chegasse à área para finalizar. O esquema do técnico, com cinco no meio-campo e apenas um atacante, pede que seja alguém de referência entre os zagueiros.

No setor mais crítico do time, a defesa, apenas especulações. Os nomes mais cotados são os do goleiro Wanderson e do zagueiro Néris (Hueglo é o nome de batismo do Néris), ambos disputando o estadual pelo Brusque. Os dois trabalharam com Pingo há bem pouco tempo, e creio que o técnico viu a deficiência no elenco e achou que os dois têm condições de vestir o manto sagrado. Tem tudo pra fechar.

Se uma das principais críticas ao Diego é sua baixa estatura, para os padrões atuais do futebol mundial, isso não será problema para Wanderson. Natural de Sinop/MT, o goleiro tem 1,93m e foi revelado nas categorias de base do Coritiba. Aos 27 anos, já passou por Botafogo/SP, Joinville, Juventus/SC e Marcílio Dias. Cabe à Comissão Técnica decidir quem será o titular, de qualquer forma, será bom termos uma disputa pela posição, assim não causa acomodação àquele que estiver jogando. Pelos jogos que vi, é um bom goleiro. Rodolpho, do Marcílio Dias, também está cotado. Traria apenas um dos dois.

Néris, que está sendo anunciado como possível reforço para a zaga, também é volante. No próprio site do Brusque o jogador aparece como meio-campista. É jovem, tem 21 anos, e passou por Camboriú, Imbituba e Brusque. Alto (1,90m) é, dos três, aquele que chega com mais chance de ser titular. Não estou dizendo que será o novo Émerson, mas olhando o atual elenco me arrisco a dizer que é melhor que Pablo e Bruno Maia. Sua estatura também favoreceria a bola aérea avaiana, uma dor de cabeça nos últimos tempos. Assisti a duas partidas suas na Ressacada e me causou boa impressão, é um zagueiro técnico.

Se “O futebol é uma caixinha de surpresas”, a Série B é um container. É difícil saber o nível da competição. Em 2012, o São Caetano fez 71 pontos e não subiu. Em 2013, o Figueirense conquistou o acesso com 60 e o azulão foi rebaixado. Ou seja, não é por que o Avaí manteve o time de 2013 e fez uma boa campanha que isso se repetirá em 2014. Precisa se reforçar mais, já que os três são nomes para compor elenco. Mesmo com orçamento apertado, esperava nomes mais expressivos ou, pelo menos, em condições de sair do aeroporto Hercílio Luz para dentro das quatro linhas.

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Juventus x Avaí – Pré-jogo

Hoje tem Leão em campo e o treinador resolveu mesclar a equipe, tendo poupado alguns dos titulares. Como a situação do Avaí está tranquila – no hexagonal porque campeonato para nós acabou – é bastante compreensiva esta determinação do Pingo.

Dizem por aí, que o treinador está passando confiança e sabe conversar. Sinceramente, não sei se o que trouxe tranquilidade para a equipe foi o treinador ou alguns jogadores resolveram mudar sua postura após a diretoria ter tomado determinadas decisões. Vamos aguardar, pois o futuro dirá se o treinador é bom mesmo ou os jogadores criaram vergonha na cara, o que até agora não tiveram nenhum “pingo”.

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Sem ponto de interrogação

No último sábado (23) o Felipe Silva publicou um texto de pré-jogo em que perguntava logo no título: Evoluímos? Pela partida de ontem, contra o Brusque, acho que já podemos retirar o ponto de interrogação. Sim, evoluímos. Não está assim “uma Brastemp”, mas para um time que respirava por aparelhos qualquer evolução seria bem-vinda.

Aos poucos as coisas vão começando a se ajeitar, dentro e fora de campo. Fora, no âmbito da diretoria, de acordo com o presidente os salários de 2014 estão em dia e os atrasados de 2013 em negociação. Ainda na cúpula, o afastamento do empresário Luiz Alberto parece ter dado mais leveza ao ambiente.

"Quem der chutão vai ter que discutir na internet sobre o tumulto na UFSC"

“Quem der chutão vai ter que discutir na internet sobre o tumulto na UFSC” (foto: Jamira Furlani)

Dentro de campo a evolução tem muito do trabalho do técnico Pingo. Ontem já pudemos ver um time mais organizado, bem distribuído e com padrão de jogo, não o emaranhado que nos colocou no Hexagonal da morte. Vimos um time com vontade, que pegou, deu carrinho, enfim, o famoso “time com tesão”. Parece que o elenco está em sintonia com o treinador. Com as coisas de acertando, volta a confiança e com ela voltam as vitórias.

O Jogo

Aos nove minutos, o Brusque abriu o marcador em cobrança de falta que desviou na barreira. Fosse na fase anterior era o estopim para mais um desastre, mas o Leão não se abateu e empatou, também de falta, aos 12 minutos. Gol do Marquinhos, o medalhão que marcou três gols nas últimas três partidas.

O Avaí continuou pressionando. Melhor no jogo, teve a posse da bola com toques rápidos e movimentação. E aqui entra o meu pedido à torcida: esse é o estilo do Pingo. Por diversas vezes ouvi reclamações nas arquibancadas quando um jogador avaiano recomeçava a jogada, tocando para um companheiro mais recuado. Esse é o jogo dele, sem pressa. Temos que ter paciência.

Em boa arrancada, Roberto foi derrubado na área e o Avaí chegou ao segundo gol, desta vez de pênalti. Um senhor do meu lado quase enfartou quando o Cleber Santana ajeitou a bola para a cobrança. “De novo? Vai botar pra fora de novo, quer ver?”, ele disse. Calma, senhor. CS88, outro medalhão, guardou aos 27 minutos.

"Te odeio, dá cá um abraço." (foto: Jamira Furlani)

“Te odeio, dá cá um abraço.” (foto: Jamira Furlani)

A vitória estava encaminhada. O Avaí manteve o ritmo para a segunda etapa, com o jogo concentrado no meio de campo. Natural, pois Pingo optou novamente por apenas um atacante e a manutenção de Diego Jardel na meia, que vem bem no esquema montando pelo treinador. O ruim desse sistema de jogo é o isolamento do atacante Roberto, que já não é homem de área, é um velocista e condutor de bola (mais velocista). Ele não sabe jogar de costas para o gol, precisa de alguém para tabelar e receber na frente, como no lance em que sofreu o pênalti que originou o segundo gol.

Em cobrança de falta de Diego Jardel, Eduardo Costa, outro medalhão, escorou para marcar o terceiro e selar a vitória, aos 23 minutos da etapa final. O Avaí ainda teve a chance de marcar o quarto gol em duas oportunidades, com Bocão e Antônio Carlos, mas faltou capricho na finalização.

O Brusque assustava pouco, mas teve um lance que me fez ter a convicção de que novos ventos sopram pelos lados da Ressacada. Em um bate-rebate na área avaiana, a bola foi cabeceada no travessão e no rebote o chute atingiu a defesa azurra. Em outros tempos entraria ao menor esforço.

Boa vitória e risco de rebaixamento distante. Desde o primeiro jogo do Catarinense venho dizendo que o Avaí precisa de contratações pontuais para ir longe na Série B e por mais que a defesa tenha se saído bem nos últimos quatro jogos, ainda a vejo como um ponto a ser melhorado para o nacional e Copa do Brasil. Aguardo com certa expectativa a volta do Eltinho à lateral esquerda, já que Eduardo Neto mostra fragilidade na posição. Acho que um centroavante de ofício também se faz necessário.

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Primeiro foi o verbo. No indicativo ou no subjuntivo?

O meu verbo é intransitivo, é pronominal, é transitivo direto. Exprime um estado ou uma ação que não passa do sujeito. É único e pessoal!

O AVAÍ eu conjugo no subjuntivo. Tem o tempo presente, o pretérito imperfeito e o futuro, que como bom subjuntivo carrega um “se”, um “quê”, um “quando” na conjugação.

Tem torcedor que conjuga no indicativo. Tem presente. Tem defensores do “pretérito perfeito”, do “mais que perfeito”, do “futuro do presente”, do “futuro do pretérito”.

Vivemos a conjugação das formas mais diversas, divertidas e até bizarras.
A turminha do “pretérito perfeito” e do “mais que perfeito” é a que mais me diverte. Um conjuga e a outra meia dúzia – aquela do fundo da sala, sabe? – cola, sem ao menos preocupar-se com a pergunta. Certamente faltaram aulas, muitas aulas. Acharam que a amizade com o “diretor” lhes bastava. Fosse eu a professora repetiriam o ano, os últimos doze, principalmente. Conjugariam só os irregulares à exaustão e em prova oral, sem desculpas.

Nosso presente está um claro resultado do “passado imperfeito”. As deficiências, os equívocos, a humilhação.
E aí, para não conjugar outros tempos do verbo, o cômodo é responsabilizar o grupo de jogadores, desmistificar o melhor aluno do colégio. Como se o jogo não fosse coletivo e não fossem os jogadores frutos também das aulas cabuladas, mas aqui pelo “professor”, que deixou o colégio todo à deriva às vésperas do vestibular, porque também era o “diretor” e licenciou-se sem deixar as notas nos boletins, tampouco delegou que fossem entregues… Não contou com o imprevisto, que deve ser previsto.

Agora, o presente do indicativo tem “novo” diretor. Praticamente escolhido pelo anterior. Um substituto, eu diria. E eu continuo no subjuntivo a querer saber “se” vai ser diferente, “quando” vai ser diferente. Torcendo firme e forte, como tantos outros que não se apegam ao “diretor”, mas ao que a escola se propõe!
No futebol boa vontade não é suficiente. Tal qual o verbo, tem que flexionar em pessoa, número, tempo, modo e principalmente em voz. É preciso ação, estado, fenômeno, ocorrência e desejo.
Fazer o melhor é obrigação de quem assume um cargo e responde pela função a que foi eleito. Não vejo méritos. Os resultados credenciam uma gestão, não esta ou aquela pessoa.
Não é possível dizer que não sabia que as notas não estavam nos boletins…

O AVAÍ é uma instituição de 90 anos. Precisamos de comprometimento e não apenas dos jogadores, mas do conjunto – direção, conselhos, jogadores, torcida. Cada um fazendo seu papel, e o comandante, comandando. Parece óbvio! Mas o verbo presente mostrou que não é.

Aos poucos alguns verbos parecem estar retomando seus tempos e conjugações. A confiança ressurgindo.
E nessa hora alguns têm que ficar em recuperação e outros precisam rodar pra entender que o verbo flexiona em muitos tempos, seja indicativo, seja no subjuntivo.

Eu, como foi no começo dessa história, mantenho a conjugação do verbo AMAR: intransitivo, pronominal, transitivo direto. Exprimo um estado ou uma ação que não passa do sujeito, porque meu verbo é AMAR. Amar meu AVAÍ.

GIANE ANTUNES SEVERO é revisora ortográfica. Graduada em Letras, em Tecnologia de Processos Gerenciais, pós-graduada em Gestão de Pessoas, tem especialização em Administração de Marketing e MBA em Marketing de Serviços.

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Evoluímos?

O Avaí entra em campo daqui a pouco contra o Atlético de Ibirama para confirmar uma impressão que tenho ao acompanhar os últimos jogos: o time está evoluindo. Feita a ressalva de que enfrentou a pior equipe do campeonato, pode-se dizer que o Leão foi muito bem na partida passada contra esse mesmo Atlético, dominando o jogo do início ao fim. Não assisti o duelo anterior, contra o Brusque, mas o relato do amigo Rodrigo Silveira, que foi ao Augusto Bauer, é de que a atuação avaiana foi boa.

Marquinhos foi um dos destaques na vitória passada contra o Atlético. Que repita a boa atuação hoje! (Foto: Jamira Furlani/Avaí F.C.)

~Marcos~ foi um dos destaques na vitória passada contra o Atlético. Que repita a boa atuação hoje! (Foto: Jamira Furlani/Avaí F.C.)

Voltando um pouco mais no tempo, o primeiro tempo contra o Juventus na Ressacada foi ruim. Na segunda etapa, porém, o Avaí melhorou e chegou aos 3 a 0 numa noite em que Héber destacou-se.

Aos poucos, parece que Pingo vai conseguindo implantar sua filosofia, mesmo tendo chegado há pouco tempo. Um dos “sintomas” disso, para mim, foi ver que o time parou de basear seu jogo somente no “lateral-que-vai-à-linha-de-fundo-e-cruza-esperando-que-um-gigante-de-dois-metros-de-altura-cabeceie”, o esquema que muitos comentaristas e torcedores parecem ver como único possível. Vi mais bola no chão, tabelas, jogadas pelo meio e, sim, lateral indo ao fundo, mas fazendo passes e cruzamentos rasteiros e não o tradicional chuveirinho.

Parece, portanto, que evoluímos. Parece que vamos melhorar. Parece que vamos engrenar e parece que não sofreremos com a ameaça de rebaixamento. Parece, parece, parece… O jogo de hoje vai nos indicar se é isso mesmo ou se fui otimista demais.

(obs: bota o Héber de titular, Pingo!)

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Nem anjo nem demônio

Porra, estão falando de mim novamente?

Porra, estão falando de mim novamente?

Andei afastada das redes e me dedicando um pouco mais de atenção, afinal como já afirmei certa vez, existe vida além do Avaí. Porém quando retomo a vida “azul” percebo que nada mudou, o papo continua o mesmo quando o assunto é o M10. Há os que o defendem com unhas e dentes, afinal o consideram um ídolo, assim como há os que acreditam que hoje o “Galego” não faz tanta diferença dentro do grupo.

Verdade seja dita, M10 pode sim ter muita lenha para queimar, mas está deixando a desejar, até porque uma andorinha sozinha não faz verão. Por isso mesmo, acho que esse papo já está chato e tenho visto no twitter uma melação de cuecas desnecessária. Que o M10 é um craque ninguém discute, mas o momento é outro, a preocupação deveria ser em discutir como e por onde começar para tornar o Avaí novamente um time que nos traga alegrias.

Os torcedores estão cobrando o que é de direito: desempenho e vergonha na cara. E isso não se limita apenas ao M10, mas a todo o grupo. Porém quando se fala de qualquer outro jogador parece que a cobrança é válida, já quando se trata do Marquinhos o assunto fica proibido, como se o atleta se sobreponha a instituição Avaí Futebol Clube.

Hoje, se eu tivesse que aplaudir alguém, seriam os corajosos torcedores que foram a Brusque assistir mais uma partida que só nos envergonha e entristece. Torcedores que, independente de qualquer dificuldade dentro ou fora das quatro linhas, precisam ser respeitados, pois somos nós torcedores que fazemos com que a paixão não seja interrompida, independente de onde estejamos classificados.

Hoje, mais uma vez, quantos de nós estarão presentes na Ressacada para assistir o jogo contra o Atlético Ibirama, onde não nos serve outro resultado que não a vitória? Que entrem em campo com sangue nos olhos e força nos pés, afinal, já dizia meu avô, futebol é para homens, os que preferem fazer corpo mole devem ficar no bar praticando outro esporte: levantamento de copos.

Montou-se um octógono, onde de um lado temos Avaí e do outro lado M10, tendo para cada lado uma torcida. Uma discussão ridícula, já que o Avaí será sempre maior e superior a qualquer atleta, craque ou ídolo e é ele que devemos defender sempre independente da situação em que esteja. O Avaí tem muito sim que agradecer ao atleta, mas gostaria de ver qual jogador que se diz também torcedor abriria mão do seu salário para ajudar a instituição, e jogaria por amor a camisa.

Ficar batendo na mesma tecla é tapar o sol com a peneira, apontando números que não vão nos tirar do buraco em que nos enfiamos. E antes que digam que sou radical e que não gosto do M10, vou deixar claro que o que me incomoda é ficar longe das redes por quase uma semana e voltar a elas e perceber que o discurso continua o mesmo. Tá chato pra caracas!

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20 jogos

A duradoura má fase avaiana atingiu mais um número expressivo no domingo: já dura 20 jogos. Desde a derrota para o Atlético Goianiense em 29 de outubro de 2013 até o empate com o Brusque em 16 de março de 2014 passaram-se 138 dias de agonia (140 contando até hoje), nos quais o Avaí perdeu 70% das partidas que disputou e teve aproveitamento de lanterna do Brasileirão.

Os números são impressionantes. Vejamos:

20 jogos
4 vitórias
2 empates
14 derrotas
23,3% de aproveitamento de pontos
19 gols marcados (0,95 por jogo)
31 gols sofridos (1,55 por jogo)
-12 saldo de gols
Maior vitória: Avaí 4×0 Juventus
Maior derrota: Avaí 0×4 Figueirense

A campanha do Avaí nos últimos quatro meses e meio poderia ser pior não fossem dois fatores: Juventus e Florianópolis. O primeiro porque duas das quatro vitórias obtidas nesse período foram contra o “Moleque Travesso” (que eu, sinceramente, não lembro de ter feito travessura alguma nos últimos 22 anos, desde que comecei a acompanhar futebol) de Jaraguá do Sul. Eles devem estar se perguntando como conseguiram levar duas chapuletadas de uma equipe em fase tão negra como a nossa.

O fator Florianópolis explica-se porque todas as vitórias avaianas ocorreram na capital catarinense. Três delas foram na Ressacada (uma contra o Boa e as duas contra o Juventus). A quarta, no Orlando Scarpelli Amusement Park, contra aquele time trieliminado em 2010, 2011 e 2012, vice de 1975 e 2012, eliminado da Copa do Brasil de 1999, freguês na Série A etc. etc. etc. Fora dos limites da Manelândia, só desastre, tanto que o pontinho somado em Brusque foi o primeiro obtido pelo Avaí longe de Florianópolis em todo esse período de maré ruim.

Números, sempre eles:

Em Florianópolis
11 jogos
4 vitórias
1 empate
6 derrotas
39,3% de aproveitamento de pontos
11 gols marcados (1 por jogo)
14 gols sofridos (1,27 por jogo)
-3 saldo de gols

Fora de Florianópolis
9 jogos
0 vitória
1 empate
8 derrotas
3,7% de aproveitamento de pontos
8 gols marcados (0,89 por jogo)
17 gols sofridos (1,89 por jogo)
-9 saldo de gols

O mais intrigante é que essa sequência maldita ocorreu logo após um período de ótimos resultados. Nos 21 jogos anteriores a esses, o Avaí tinha somado 13 vitórias, cinco empates e só três derrotas, com um aproveitamento de 68,4% dos pontos. Para comparação, o Palmeiras foi campeão da Série B com aproveitamento de 69,2%.

O que causou tanta mudança de desempenho? Há várias teorias que circulam nas redes sociais, que vão de salários atrasados a mau relacionamento entre alguns jogadores e o então treinador Hémerson Maria. Muitos, aliás, colocaram a culpa no treinador, chamado de burro, cagão, fraco e outros adjetivos nada garbosos – e hoje o burro, cagão e fraco está lá levando o limitado Joinville a disputar de igual para igual com Criciúma e Figueirense, da Série A, uma vaga na final do campeonato.

De vez em quando aparece nessa selva de indiretas e informações pela metade que é o mundo virtual avaiano a frase “todo mundo sabe o que aconteceu”, mas a verdade é que, ainda, ninguém, ou pouca gente, sabe o que realmente aconteceu – qual foi o estopim – para o Avaí ir do topo ao fosso com tamanha velocidade.

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